25/01/2014

A tempestade

E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois, também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava, Dizendo-lhes: Senhores, vejo que a navegação há de ser incómoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas. Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo. E, como aquele porto não era cómodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para o lado do vento da África e do Coro, e invernar ali. E, soprando o sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta. Mas não muito depois deu nela um pé de vento, chamado Euro-aquilão. E, sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa. E, correndo abaixo de uma pequena ilha chamada Clauda, apenas pudemos ganhar o batel. E, levado este para cima, usaram de todos os meios, cingindo o navio; e, temendo darem à costa na Sirte, amainadas as velas, assim foram à toa. E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, havendo já muito que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incómodo e esta perda. Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ánimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. Actos dos Apóstulos 27:9-22
Esta passagem fala-nos de uma parte da viagem de Paulo, com destino a Roma, querendo os Judeus a sua morte. Depois de a ler, podemos pensar: "O que isto pode servir de exemplo para o nosso dia-a-dia?".
Todos os dias em que vivemos, há decisões que temos de tomar. Umas menos importantes, outras um pouco mais, e outras realmente importantes. Nas realmente importantes, podemos ter a capacidade de realmente orar sobre essa decisão, e pedir a orientação do Senhor para podermos fazer a melhor escolha para nós. Nas decisões um pouco mais, podemos orar... de vez enquando, dependendo dos dias. Agora nas menos importantes, aí então olhamos para aquilo que nos parece melhor, tentamos analisar as coisas sob os nossos pontos de vista porque temos a noção que é algo simples e natural.
No entanto, nem sempre tudo corre como esperamos. O que pode parecer sem importância ou menos importante, pode tornar-se num grande problema quando, afinal, a decisão revela-se errada. Porque pensámos que seria uma coisa simples, podemos cair em grandes erros fatais. O que nunca nos devemos esquecer é que, quando nos encontrarmos no meio dos problemões, devemos orar ao Senhor, parar em meio à tempestade para tentar ouvir a Sua voz, e deixá-lo dizer:
"Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ánimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós"
Tudo acontece no Seu tempo perfeito, e o nosso Maravilhoso Deus está sempre no controlo de tudo.

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